Meu Diário
21/05/2018 23h48
Ressonâncias magnéticas no CPDI BarraShopping - um desastre

Foi muito estressante a manhã e parte da tarde de hoje.

Plano de Saúde AMIL, os exames de ressonância magnética do abdômen e da pelve, estavam marcados para as 9 horas, na Clínica de Diagnóstico por Imagem (CPDI), Unidade Barra Shopping, sala 325A. Cheguei ao local às 8h40. Às 10h30 ainda não fora atendida.

Com muita paciência, solicitei explicação aos recepcionistas sobre a demora exorbitante. Uma delas, sob a alegação de que verificaria a ocorrência, afastou-se da recepção. Ao retornar, comunicou-me que ocorrera um grande atraso na realização dos exames de outro paciente. Também, que ainda deveria esperar cerca de meia hora para ser atendida. Ouvi tudo com atenção, mas, logo a seguir, levantei-me do local em que me encontrava há quase duas horas e telefonei para o meu filho advogado. Num local em que poderia ser ouvida pelas recepcionistas e demais pacientes, informei-lhe detalhadamente o que ocorrera e que providenciasse uma ação judicial contra a clínica.

Como num passe de mágica, antes mesmo que eu desligasse o telefone, uma das recepcionistas convidou-me a acompanhá-la, sob a justificativa de que me transferiria para outra sala, na qual seria atendida com mais rapidez.

Apontou-me a salinha para a troca de roupas e uma enfermeira perguntou-me se estava bem. Respondi que, absolutamente, NÃO estava bem, mas, que já comunicara ao meu advogado a ocorrência do abuso. Alguns profissionais da clinica, entre enfermeiras, enfermeiros e médica, aproximaram-se para falar comigo. Fizeram-me diversas perguntas, cujas respostas constavam nos formulários preenchidos. Ofereceram-me uma aplicação de Buscopan Simples, para combater as dores instaladas, o que comprovou que nem ao menos leram a listagem de medicações às quais sou extremamente alérgica. Falei-lhes do Buscopan com Paracetamol, mas informaram-me que essa medicação não estava disponível.

Após outras colocações realizadas de forma visível para passar o tempo, encaminharam-me para a sala de exames - mais ou menos, às 11h10. Portanto, foram DUAS HORAS de atraso, até o início do processo.

O enfermeiro avisou-me que o exame demoraria somente 25 minutos. Mas, isso não ocorreu. Tudo foi muito demorado, com longos espaços de silêncio no ambiente. Não posso afirmar o que aconteceu, porque permaneci dentro da cápsula o tempo todo. De quando em quando, pela voz, percebia a troca dos enfermeiros que acompanhavam o exame. Somente para retirar-me da cápsula, retornou o enfermeiro do momento inicial.

Saí da sala de exames às 13h03. Fome e sede (jejum TOTAL por oito horas) e dores pelo corpo, além do braço direito amortecido em decorrência das quase duas horas em uma mesma posição - decúbito dorsal, com o corpo apoiado e alinhado com a mesa de exames e os braços estendidos ao lado do corpo. A mesa de exames era desconfortável, quase menor do que o meu corpo e os braços permaneceram imprensados entre o corpo e as paredes laterais da cápsula. Não me ofereceram suporte para as pernas, no sentido de promover alinhamento das curvaturas da coluna. Realizei o mesmo exame outras vezes, mas nunca me senti tão desconfortável. Ressalto, que não sou claustrofóbica.

Enfim, os exames foram realizados e os resultados ficarão prontos dentro de sete dias.

Exausta, ainda não consegui adormecer.

 

 


Publicado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 21/05/2018 às 23h48
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26/01/2018 23h44
Ainda pequenina...

Ainda pequenina, escolhi a cor azul para enfeitar os meus dias, mas, com a chegada da minha netinha Júlia, para o mês de maio, transformei-me em cor-de-rosa...

Transgredi alguns limites inadmitidos para uma menina dos anos 51: ostentava vontade própria, subia pelas copas das árvores e brincava de carrinhos rolimã com os meninos. Ao mesmo tempo, confeccionava as próprias bonecas e sentia-me linda à frente dos espelhos. Não me fixava no mundo real... vivia os meus sonhos e a minha poesia interior... Ainda hoje, escuto da minha irmã mais velha, com referência à infância e à adolescência: "Em que mundo você vivia, Sílvia?"

Rigorosa. Moralmente inabalável, ainda que a fantasia dos maledicentes tentasse invadir a minha pureza diante da vida. Polêmica? - Sempre!!!


Publicado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 26/01/2018 às 23h44
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01/09/2016 18h34
Sobre o "Centro de Pesquisa Jurídica Sílvia Mota"

O Site "Centro de Pesquisa Jurídica Sílvia Mota"

está no ar desde 2002, com mais de 10.000.000 de visitas.

A partir de setembro de 2016, encontra-se hospedado

na Plataforma do Recanto das Letras,

sob o mesmo endereço virtual:

http://www.silviamota.com.br

COMPARTILHO ESTES PRÊMIOS COM TODOS AQUELES
QUE ME HONRAM COM SUAS VISITAS

(recebidos entre 2002-2003)


"Só agora nos é possível enviar o prémio Natalício, com os votos de um bom
Ano Novo um beijo do nosso no vosso coração.
De Cuiabá/Brasil
Elaine e Henrique"

Agradeço o carinho imenso da Só Karinho's
- desde 12 de janeiro de 2004 -


"Hola Silvia: Es un honor para Mareas de Poesía el hacerte entrega de su Galardón Especial, que no es sino una forma de valorar el gran esfuerzo que supone crear y mantener una página web en internet, para que continues con la misma ilusíón que cuando comenzaste. [...] Recibe un cordial saludo y mis más sinceras felicitaciones por tan bella página. Lilian"

Agradeço, sinceramente, o prêmio tão esperado.
- desde 8 de fevereiro de 2003 -


Agradeço a todos aqueles que me concederam seu voto nos meses de
agosto, outubro e novembro de 2002.
Galguei o oitavo, décimo e décimo oitavo lugares, respectivamente,
no Ranking da Cultura, do TOP30 Brasil!
MUITISSIMO OBRIGADA!!!


"Tienes una página muy interesante y es todo un honor el poder concederte el Premio del Rincón de la Fantasía, que espero te anime a seguir trabajando en ella. ¡¡Muchas Felicidades!!! [...] Un saludo, Maite."

Agradeço o prêmio tão charmoso.
- desde 20 de janeiro de 2003 -


"Saludos Arecibeños. Le informo que su página ha obtenido el premio a la Excelencia de AreciboWEB por su calidad en el contendo y su buen diseño. Felicidades."

Agradeço o lindo prêmio.
- desde 15 de janeiro de 2003 -


"Felicidades por un sitio tan interesante y lleno de belleza, es para nosotros
un honor enviarle nuestro premio. Un fuerte abrazo. Amary"

Agradeço a Amary as gentis palavras e o lindo prêmio.
- desde 12 de janeiro de 2003 -


"Hola. [...] he visitado tu pagina y he de decirte que tiene un muy buen contenido y una muy buena calidad, así que es por ello que he decidido entregarte mi premio, que espero que sea de tu agrado y que lo luzcas con el mismo orgullo con el cual yo lo creè. [...] Sin mas que agradecerte [...] animarte a continuar construyendo este mundo de internet que a todos nos enorgullece. Un saludo. Javi"

Agradeço a Javi o lindo prêmio.
- desde 2 de janeiro de 2003 -


"[...] pelo que vi você merece o meu premio...
e tenha a certeza eles vão recheados com o meu carinho [...]
beijos Lena."

É muito bom receber dois prêmios de quem a gente admira há tempos!
- desde 30 de dezembro de 2002 -


"Ola Silvia. Parabéns pelo belo e útil site. Pessoas como vc engrandecem a rede. [...]
Um abraço e Feliz Ano Novo! Dama."

Agradeço a extrema gentileza de Dama da Noite.
- desde 29 de dezembro de 2002 -


"¡Hola, Silvia!!! [...] Termino de visitar la tuya web y es magnífica.
Felicidades por tu trabajo. [...]
Un abrazo grande desde, España. Inma.
[...] Gracias, Silvia!!! Feliz 2003!!!!!"

Alegro-me pelo lindo e valioso prêmio concedido por Inma.
- desde 29 de dezembro de 2002 -


"[...] Seu website é muito bem estruturado. Parabéns.
Receba meus dois premios de minhas duas webs. [...]
Qd estiver na web avisa-me, ok?
Atenciosamente, Vanderli"

Fico muito feliz pelos prêmios concedidos por Vanderli, através de seus WebSites:
Vanderli Medeiros HP e Flor & Cia.
- desde 27 de dezembro de 2002 -


"O Site 5 Estrelas comunica que o site indicado:
centro de pesquisa jurídica SÍLVIA MOTA foi aprovado!!!"

Honra-nos a seleção do Site 5 Estrelas
- desde 1 de dezembro de 2002 -


Agradeço ao Músicas & Poesias a distinção que me honra.
- desde novembro de 2002 -


Muito me engrandece a colocação entre os sites coroados do Buscaki.
- desde setembro de 2002 -


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27/08/2016 22h58
Recitar Nam-Myoho-Rengue-Kyo: explicação científica

Recitar Nam-Myoho-Rengue-Kyo

- explicação científica -

Por quê recitar o Nam-Myoho-rengue-kyo?

Há uma explicação científica para a prática da fé?

É possível explicar cientificamente o efeito produzido sobre uma pessoa quando recita o Nam-Myoho-rengue-kyo diante do Gohonzon?

Antes de qualquer coisa, recitar o Nam-myoho-rengue-kyo diante do Gohonzon é uma "conversação" entre a energia que existe intrinsecamente na vida do universo e na do homem; um fenômeno de interação entre a vida individual e a vida universal.

A compreensão da vida humana não é total no estágio atual da ciência mas, se esta se desenvolver de maneira notável poderá explicar parcial e teoricamente o fenômeno "vida". Neste plano, há o que se chama de ritmo biológico: todos os seres vivos têm um ritmo constante que lhes é próprio e que se harmoniza com o da natureza. Em sua obra intitulada Argumento Geral sobre a Medicina, o Dr. Sawagata, da Universidade de Osaka, diz: "Cada um possui em si sua própria vida, que é por conseguinte a razão de ser de sua individualidade. Em outras palavras, a vida parece uma onda que é parte integrante do imenso oceano da vida universal... Diz-se que é preciso dar a força da vida à cada homem, mas isso deve despertar nele a consciência da existência desta grande vida da qual cada vida é um elemento."

Esta frase explica que cada ser vivo possui um ritmo constante e próprio harmonizando-se com o da natureza. O aspecto real da vida humana é de um lado, possuir a unidade interior animada por este ritmo biológico que se pode qualificar de "força motriz" e, de outro lado, desdobrar uma força ativa com respeito ao mundo exterior. Quando se busca em profundidade a razão de ser da vida e a fonte original da energia vital, pode-se chegar à concepção da vida do Universo. Eis o que é a filosofia da Lei Budista. Por outro lado, a energia-vital, que brota da fonte original e criadora da vida do universo, possuiu sempre a força motriz e a força da ação. Estas duas forças são capazes forte e rapidamente, de ampliar o ritmo da vida ao nível do universo; seguramente, no Gohonzon, esconde-se a energia fundamental da vida que enche este universo.

A recitação do Nam-myoho-rengue-kyo é o meio de prática a fim de provocar uma ligação com o Gohonzon, em nível de ação humana. E é por isso que quando se pratica diante do Gohonzon, empenhando todo o ser, a corrente da vida original do universo penetra na vida humana, fortificando a força motriz e a força da ação que aí existem intrinsecamente, dando-lhes o caráter de forças positivas. Por assim dizer, a recitação do Nam-myoho-rengue-kyo tem por finalidade captar a energia original da vida do universo instaurando firmemente o ritmo da Lei Mística na vida humana. Em consequência, fortificando estas duas forças, uma boa saúde poderá ser adquirida graças à harmonia física do corpo adaptando-se bem ao ritmo da natureza. Por outro lado, no domínio espiritual, poder-se-á manter um discernimento perfeitamente rigoroso e um raciocínio claro.

Segundo a experiência médica, é possível, por exemplo, pela audição contínua de um certo som, provocar a mudança do PH no sangue, acarretando assim uma modificação favorável ou desfavorável no corpo. Portanto, pela recitação do Daimoku, e graças ao seu ritmo harmonioso, pode-se favoravelmente manter o sangue a um grau de PH que convenha à vida. Os músicos dizem que o Daimoku possui o compasso a 6/8, considerado um dos mais agradáveis. Pode-se dizer que o ritmo de Daimoku é, de modo notável, ao mesmo tempo o ritmo da natureza e o ritmo da vida humana. Por outro lado, sobressai do estudo da psicossomática que o corpo e o espírito associam-se estreita e mutuamente. Numerosas experiências provam a possibilidade de se obter a felicidade através da força vital fortificada, no domínio físico e espiritual, pela recitação do Daimoku.

Se consideramos como "científica" a lei da causalidade, não se poderia dizer que a recitação do Daimoku dá formalmente a prova real, quaisquer que sejam as épocas, o lugar e a raça? E, também, que o Nam-myoho-rengue-kyo inscrito por Nitiren Daishonin é uma lei: a mais científica das leis? O significado do Gohonzon, o objeto de devoção da fé na prática do Budismo de Nitiren Daishonin, não está no sentido literal de seus caracteres, mas sim no fato de que ele incorpora a vida do Buda Original, ou a Lei do Nam-myoho-rengue-kyo.

A simples capacidade de ler o que está escrito no Gohonzon não traz nenhum benefício extraordinário, tampouco significa que a pessoa realmente o compreende. Alguns dos caracteres contidos no Gohonzon representam personagens históricos, figuras míticas ou deuses budistas. Nitiren Daishonin utilizou-os para representar as funções do Universo e da nossa própria vida. Todas essas funções estão reunidas em torno da Lei do Nam-myoho-rengue-kyo. Portanto, o Gohonzon é a personificação da vida do Buda dentro de nós.

Em certa ocasião, o segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, explicou o seguinte sobre o propósito de abraçar o Gohonzon: "O poder natural dos seres humanos é muito fraco. Por mais que tente viver do seu modo, no final, as pessoas são facilmente influenciadas pelos outros e por fatores externos […] Acredito que não há outra forma para tornar a vida mais forte, mais feliz e mais brilhante a não ser viver o budismo de itinen sanzen (um único instante da vida contém os dez mil mundos) e a possessão mútua dos dez mundos. Essa é a filosofia fundamental que Nitiren Daishonin pronunciou ao vasto Universo há mais de setecentos anos. Ele percebeu a ignorância que as pessoas tinham sobre esse profundo princípio e concedeu-lhes a gema do itinen sanzen para que pudesse alcançar a felicidade absoluta. Essa gema de itinen sanzen nada mais é senão o Dai-Gohonzon que ele inscreveu […]" (Buddhism in Action, v. 7, p. 107-108).

O Gohonzon, de certo modo, pode ser comparado a um mapa que indica a localização do supremo tesouro da vida e do Universo - a Lei Mística do Nam-myoho-rengue-kyo. Esse mapa nos revela que o tesouro pode ser encontrado dentro de nós. Para aqueles que conseguem compreender o mapa, ele não é apenas um pedaço de papel, mas sim um objeto inestimável, um tesouro, ou seja, é a condição e o potencial supremos da própria vida. Entretanto, para aqueles que não conseguem captar essa mensagem, o valor do mapa se reduz a um mero pergaminho.

Conforme Nitiren Daishonin afirmou: "Uma pessoa cega não pode ver os caracteres do Sutra de Lótus (o Gohonzon). Os olhos de um mortal comum os veem apenas em cor preta. As pessoas dos Dois Veículos (Erudição e Absorção) os veem vagamente, sem cor. Os Bodhisattvas os veem em diferentes cores, ao passo que uma pessoa cujas sementes da iluminação amadureceram plenamente os veem como budas. Dessa forma, o sutra afirma: "Aquele que pode manter este sutra, estará sustentando o corpo do Buda" (The Major Writings of Nichiren Daishonin, v. VII, p. 112).

Como então podemos compreender corretamente esse mapa para chegar ao tesouro para o qual ele nos leva? Nitiren Daishonin nos encoraja com as seguintes palavras: "Quanto recitar a Lei Mística e ler o Sutra de Lótus, deve evidenciar a forte convicção de que o Myoho-rengue-kyo é a sua própria vida" (The Major Writings of Nichiren Daishonin, v. I, p. 4). Em outras palavras, Nitiren Daishonin nos ensina que a vida é o maior tesouro. A esse respeito ele ainda escreve: "Nunca procure o Gohonzon em outros lugares. Ele somente pode habitar no coração das pessoas comuns como nós que abraçam o Sutra de Lótus e recitam o Nam-myoho-rengue-kyo" (END, v. I, p. 325). Essa compreensão é o que o budismo chama de iluminação.

Para transmitir essa mensagem, Nitiren Daishonin utilizou a teoria de itinen sanzen - em especial a possessão mútua dos Dez Estados - como a base para a imagem gráfica do Gohonzon. O Gohonzon é o próprio mundo do estado de Buda, no qual todos os outros mundos estão representados. Essa é a descrição da possessão mútua.

No centro do Gohonzon, de cima para baixo, está escrito Nam-myoho-rengue-kyo-Nitiren. Esses caracteres ilustram a unicidade de Pessoa e Lei, ou significam que a vida de Nitiren Daishonin incorpora a Lei Mística. A esse respeito ele escreveu: "A alma de Nitiren é o próprio Nam-myoho-rengue-kyo" (MWND, v. I, p. 120). Isso também demonstra que fundamentalmente a nossa vida e a Lei de Nam-myoho-rengue-kyo são unas e inseparáveis, conforme Nitiren Daishonin comprovou durante toda a sua vida. Em outras palavras, a inscrição Nam-myoho-rengue-kyo-Nitiren nos diz que temos qualidades idênticas às da vida do Buda Original.

Na mesma proporção que nos empenhamos e oramos em prol do Kossen-rufu e com o mesmo desejo de Daishonin, podemos manifestar a coragem, a esperança e a sabedoria. Isto é o que o Buda quis dizer quando escreveu: "O senhor próprio é um buda que possui as três propriedades iluminadas. Deve recitar o Nam-myoho-rengue-kyo com essa convicção" (MWND, p. 30).

À esquerda e à direita da inscrição Nam-myoho-rengue-kyo-Nitiren estão várias figuras budistas representando os Dez Mundos na vida de Nitiren Daishonin. O Buda as incluiu no Gohonzon para mostrar que até a sua vida contém inerentemente os nove mundos inferiores. Ao escrever em destaque Nam-myoho-rengue-kyo-Nitiren no centro com os outros caracteres menores ao redor, Daishonin explica graficamente que as figuras que estão representando os nove mundos inferiores estão iluminadas pela Lei Mística, conforme ele escreve: "Banhados pela brilhante luz dos cinco caracteres da Lei Mística, eles revelam a natureza iluminada que possuem inerentemente. Este é o verdadeiro objeto de devoção da fé". (MWND, p. 212). Em outras palavras, essas figuras representam os nove mundos que estão contidos no mundo do estado de Buda.

A forma como os Dez Mundos são representados no Gohonzon varia. Em alguns Gohonzon cada um dos Dez Mundos é representado por um caractere ou caracteres que aparecem nas escrituras budistas. Entretanto, em outros, os Dez Mundos estão representados em grupos como os Quatro Caminhos ou Mundos Nobres. Nitiren Daishonin utilizou os dois estilos e assim também o fizeram os sumo-prelados posteriormente.

Fonte de pesquisa: http://rengue.uniblog.com.br/117391/recitar-nam-myoho-rengue-kyo---explicacao-cientifica.html. Acesso em: 13 dez. 2007.


Publicado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 27/08/2016 às 22h58
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26/08/2016 22h36
A escuridão fundamental da vida - Brasil Seikyo

1ª PARTE. Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1835, p. a7, 11 mar. 2006.

Pergunta:

Recentemente, tenho ouvido nas atividades o tema “Escuridão Fundamental da Vida”. Como podemos identificá-la agindo em nossa vida e na sociedade?

Resposta:

“Escuridão” significa cegueira em relação à verdade, particularmente, à verdadeira natureza da própria vida. Também conhecida como ignorância fundamental, refere-se à ilusão mais profundamente enraizada e inerente na vida que origina todas as outras ilusões e todos os desejos mundanos. O termo “escuridão fundamental” (gampon no mumyo, em japonês) é usado em contraste à iluminação fundamental ou à natureza de Buda inata (gampon no hossho). De acordo com o sutra Shrimala, a escuridão fundamental é a ilusão mais difícil de ser vencida e só pode ser erradicada por meio da sabedoria do Buda. É isso o que quer dizer a frase do escrito de Daishonin: “Manifeste uma profunda fé polindo seu espelho dia e noite. Como deve poli-lo? Não há outra forma senão devotar-se à recitação do Nam-myoho-rengue-kyo.” (Os Escritos de Nitiren Daishonin, v. I, p. 4)

Uma vez ignorante da natureza de sua própria existência, a pessoa tomada pela escuridão também ignora a natureza da vida das demais. É por essa razão que atos bárbaros são praticados no mundo inteiro e, de certa forma, com o “consentimento” da maioria das pessoas. As guerras são um exemplo. O que justifica a matança de vários seres humanos nesses conflitos? Por mais razões que sejam apresentadas (políticas, econômicas e ideológicas), nada justifica tirar a vida de alguém. Porém, em várias partes do mundo. as guerras continuam a eclodir.

Na vida diária, as principais características das pessoas guiadas pela escuridão fundamental são:

• Orgulho, arrogância e preconceito: Preocupadas em aparentar serem exemplos de virtude, desprezam as pessoas e criam inimizade. Não conseguem enxergar valor ou qualidades em outras pessoas.

• Mentira: Para encobrir as próprias falhas, mentem e não se envergonham disso. São hábeis em distorcer os fatos, chegando a se convencer de que o que dizem é a mais pura verdade. Essas pessoas vivem de ilusão. Incapazes de destruir a maldade em seu coração, preferem destruir as outras pessoas. A infelicidade dos outros é sua maior alegria.

• Egoísmo: Tudo o que faz está voltado para si próprio. Para autopreservar-se e conseguir o que deseja, vale-se, principalmente, de seu poder de causar cisões, separando pessoas ou provocando desarmonia entre elas.

O propósito principal da prática budista é “iluminar” a “escuridão” da vida, isto é, compreender as causas que geram o sofrimento e, assim, agir para mudar a própria condição ou situação.

Elevar o estado de vida das pessoas, munindo-as de coragem e sabedoria para mudar, é o propósito primordial do budismo. É fazer com que elas compreendam a essência real de todos os fenômenos, deixando de encarar a vida e as circunstâncias ao redor de maneira superficial, cheia de fantasias ou desespero. Uma pessoa iluminada, ou no estado de Buda, é aquela que manifesta sabedoria e eleva-se acima das dificuldades para enxergar sua essência e vencê-las.

Em um dos seus discursos, o presidente Ikeda declara: “O mundo atual carece intensamente de esperança, de uma perspectiva positiva pelo futuro e de uma sólida filosofia. Não há nenhuma luz brilhante a iluminar o horizonte. Tudo está num impasse — a economia, a política e as questões ambientais e humanitárias. E os próprios seres humanos — a força motriz de todas essas esferas, também estão perdidos e não sabem como avançar.

“É por isso que nós, os Bodhisattvas da Terra, aparecemos. É por isso que o Budismo do Sol de Nitiren Daishonin é tão essencial. Nos levantamos, segurando bem alto a tocha da coragem e a filosofia da verdade e da justiça. Nós começamos a agir para romper corajosamente a escuridão dos quatro sofrimentos do nascimento, velhice, doença e morte, e também a escuridão da sociedade e do mundo.”

Fontes de Consulta:

Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1.387, 19 out. 1996, p. 4.

Terceira Civilização, São Paulo, n. 450, fev. 2006, p. 44.

 

 

2ª PARTE. Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1836, p. a6, 18 mar. 2006.

Pergunta:

Poderia exemplificar com trechos de alguns escritos de Nitiren Daishonin como podemos vencer a escuridão fundamental inerente em nossa vida?

Resposta:

O budismo elucida que a escuridão fundamental ou ilusão, a força da qual o mal se origina, existe na vida humana. Ao mesmo tempo, ensina também que as pessoas podem livrar-se dessa ignorância e manifestar sua natureza do Darma, ou iluminação inerente.

Embora o Sutra de Lótus [de Sakyamuni] afirme iluminar a escuridão da ignorância fundamental, na realidade, não tem sido capaz de iluminar a escuridão dos Últimos Dias da Lei. Ao ler o Sutra de Lótus, resistido a perseguições e propagado a Lei Mística [o ensino oculto nas profundezas do Sutra de Lótus] com devoção abnegada, Daishonin confirmou sua missão como Bodhisattva Práticas Superiores, o líder dos Bodhisattvas da Terra, aquele que dissipa a escuridão da ilusão fundamental.

Sobre a iluminação dos seres humanos na sua forma presente, Daishonin nos ensina em “A Frase Essencial”: “[Isto é ainda mais extraordinário do que] produzir fogo de uma pedra tirada do fundo de um rio, ou uma lamparina que ilumina um local que permaneceu em total escuridão por centenas, milhares e dezenas de milhares de anos. Se mesmo os fatos comuns deste mundo são considerados místicos, então, ainda mais místico é o poder da Lei budista!” (The Writings of Nichiren Daishonin, p. 923)

No momento em que uma lamparina é acesa o ambiente é iluminado, independentemente do tempo que permaneceu na escuridão. E quando o sol surge, a escuridão desaparece num instante. Mesmo que sejamos pressionados pelo peso de nosso carma negativo, pelos desejos mundanos e os sofrimentos de nascimento e morte, o fato é que possuímos a natureza de Buda dentro de nós para evidenciarmos e atingirmos a iluminação em nossa presente forma. Podemos mudar definitivamente nosso destino e atingir o estado de Buda por meio da forte fé na Lei Mística.

Em outro escrito de Daishonin consta: “Se acender uma lamparina para uma outra pessoa, iluminará também o seu próprio caminho.” (Gosho Zenshu, p. 1.598). Todos são pessoas de valor. Daishonin ressalta que respeitar os outros, como exemplificado pelas ações do Bodhisattva Jamais Desprezar, constitui a base da prática do Sutra de Lótus, e que realizar o Chakubuku é conduzir a prática desse bodhisattva. Quando nos empenhamos de corpo e alma a encorajar as pessoas, convictos de que cada uma delas possui uma missão preciosa, somos capazes de revelar o potencial não só dessas pessoas, mas o nosso também.

O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, retrata o Bodhisattva Jamais Desprezar dizendo que não era uma pessoa eloquente. Não demonstrava superioridade. Apenas seguia plantando a semente do Sutra de Lótus no coração das pessoas com uma simplicidade tão grande que chegava a parecer ingenuidade. No passado, presente e futuro, o espírito do Sutra de Lótus vive em tal conduta. Esse é o próprio comportamento dos membros da SGI. Todos que estão lutando na linha de frente de nosso movimento são, na verdade, os próprios Bodhisattvas Jamais Desprezar.

O Chakubuku é a prática de respeitar as pessoas e tem como finalidade conduzi-las à iluminação com base na filosofia e no espírito benevolente do Sutra de Lótus. É a prática correta para dissipar tanto a escuridão fundamental que se aloja na vida das pessoas assim como em nossa própria vida. Daishonin nos ensina também a respeitar os outros, não só quando propagamos o budismo, mas em todos os sentidos, pois esse é o modo correto de os seres humanos se comportarem.

Fontes de consulta:

Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1.369, 1º jun. 1996, p. 3.

Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1.535, 11 dez. 1999, p. 3–4.

Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1.826, 1º jan. 2006, p. A2.

Terceira Civilização, São Paulo, edição n. 437, jan. 2005, p. 16.

 

 

3ª PARTE. Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1837, p. a7, 25 mar. 2006.

Pergunta:

Por que é tão difícil dissipar a escuridão fundamental da vida e evidenciar o nosso estado de Buda?

Resposta:

A filosofia do budismo expõe a igualdade entre os seres humanos. Revela que a causa básica dos conflitos humanos, que vão desde as discussões familiares até as guerras, têm origem na “escuridão fundamental da vida”. Dessa escuridão surgem a desconfiança, o ódio, a inveja e, inclusive, o impulso de dominar os outros pela violência. Essa natureza maligna provoca a destruição e a brutalidade.

É no próprio homem que reside o poder de dissipar essa escuridão fundamental da vida e evidenciar a condição inabalável do estado de buda. Nitiren Daishonin revela esta verdade na passagem: “Contudo, mesmo que recite e acredite no Myoho-rengue-kyo, se pensa que a Lei existe fora de seu coração, o senhor não está abraçando a Lei Mística mas um ensino inferior.” (Os Escritos de Nitiren Daishonin, v. I, p. 2)

Nesse mesmo escrito, consta: “Quando uma pessoa é dominada pela ilusão, é chamada de mortal comum, mas quando iluminada, é chamada de Buda. Isso se assemelha a um espelho embaçado que brilhará como uma jóia quando for polido. A mente que se encontra encoberta pela ilusão da escuridão inata da vida é como um espelho embaçado, mas quando for polida, é certo que se tornará como um espelho límpido, refletindo a natureza essencial dos fenômenos e da realidade. Manifeste uma profunda fé polindo seu espelho dia e noite. Como deve poli-lo? Não há outra forma senão devotar-se à recitação do Nam-myoho-rengue-kyo.” (Ibidem, p. 4)

Sobre a forma correta de se praticar este budismo encontramos em “A Prática dos Ensinos do Buda” a seguinte frase: “A prática do Sutra de Lótus é o Chakubuku, a refutação das doutrinas provisórias.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, v. III, p. 148–149.) A passagem “A Prática do Sutra de Lotus é o Chakubuku” sintetiza todo o espírito do Budismo de Nitiren Daishonin que praticamos. O propósito do budismo é prover um verdadeiro caminho para melhorar e reformar a vida humana e a sociedade.

Numa época de ampla proliferação religiosa, precisamos sempre questionar: Esta religião fortalece o espírito das pessoas ou as enfraquece? Ela encoraja o bem ou o mal nas pessoas? Torna-as melhores e mais sábias ou tolas? Essas indagações podem ser alguns critérios essenciais para a “refutação das doutrinas provisórias”.

Da mesma forma que um diamante bruto, a vida de um mortal comum, quando cuidadosamente polida, reluzirá infalivelmente com ofuscante brilho. Nitiren Daishonin legou-nos o diamante que é o Gohonzon a fim de polirmos o diamante que existe em nós mesmos. Ter fé no Gohonzon é importante. Quando nós, como mortais comuns, recitamos Daimoku com sincera fé, nossa vida é naturalmente polida, vindo a emitir o brilho do estado de Buda. Este brilho é manifestado externamente em nossa vida diária sob a forma de benefícios e de boa sorte, e internamente como uma revigorante humanidade, rica em sabedoria e vigorosa energia vital.

Apesar de o budismo ser um grandioso ensino ele não é praticado de imediato por todos exatamente pelo fato de ser um ensino verdadeiro e correto. Por exemplo, no caso dos jovens, ser amável com os pais é correto, mas todos conseguem agir desse modo? Estudar é a coisa certa a fazer, mas quantos o fazem? O mesmo se aplica ao budismo.

Fontes de consulta:

Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1.496, 20 fev. 1999, p. 3.

Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1.712, 23 ago. 2003, p. A2.

Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1.730, 10 jan. 2004, p. A3.

Brasil Seikyo, São Paulo, n. 1.736, 21 fev. 2004, p. A5.

 

 


Publicado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 26/08/2016 às 22h36
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