Meu Diário
01/08/2016 21h46
Minha Vó Silvina

Morena, de olhos verdes.

Uma bela mulher, minha avó paterna.

Quando nasci, por ser a única netinha morena, até então, e também com olhos claros, meu pai Geraldo Mota resolveu batizar-me com o mesmo nome da minha avó, mas mamãe Mariinha Mota reverteu a situação, chamando-me de Sílvia.

Até hoje "sinto" o cheiro dos pães de queijo da vó Silvina, guardados em latas de alumínio grandes... Sempre procuro aquele cheiro nos pães de queijo que saboreio pela vida, mas nunca encontro nada igual. Não sei como essas lembranças persistiram, porque era bem pequenina quando ela se foi...

 

 


Publicado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 01/08/2016 às 21h46
Copyright © 2016. Todos os direitos reservados.
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25/07/2016 01h13
25-07-2016 - É preciso amar os irmãozinhos indefesos

Amar um animalzinho significa, entre outras coisas, cuidá-lo, acarinhá-lo, oferecer-lhe comidinha na hora certa, trocar sua água várias vezes por dia, para que esteja sempre fresquinha; não deixá-lo exposto ao calor ou frio exagerado, nunca maltratá-lo fisicamente, nem psicologicamente... Não podemos passá-lo de mão em mão, sem dó nem piedade. Mudança de casa para apartamento, não justifica o abandono, porque ele se adaptará a qualquer lugar, desde que permaneça do nosso lado. Nossos animaizinhos necessitam de acompanhamento médico, quando ficam doentinhos, porque também sentem dores, que podem ser intensas. Não merecem sofrer, nem serem abandonados à própria sorte, quando velhinhos, sem a beleza e a energia dos primeiros anos. Por tais motivos, é necessário refletir bastante antes de adotá-los, porque será necessário agir com AMOR e RESPONSABILIDADE, enquanto viverem!!!

Quando adotei Poetrix, permanecemos em Cabo Frio, numa grande casa, com um quintal de 600m2, no qual ele se esbaldava pela grama, sozinho ou com seus amiguinhos. Mas, depois de dois anos, foi-me necessário voltar para meu apartamento no Rio de Janeiro. Nem por UM MILÉSIMO DE SEGUNDO, pensei em deixá-lo por lá. Viemos juntos.

Na primeira semana, estranhou bastante, porque estava acostumado com grama verdinha, todo dia. Não conseguia fazer suas necessidades fisiológicas, nem em casa e nem na rua. Descia com ele... e nada! Ficou por mais de 24 horas, sem ao menos urinar. Entrei em pânico, pois sabia que aquilo era um sofrimento para ele! Então, quando não conseguiu mais segurar, fez tudo dentro de casa. Não permiti que ninguém o recriminasse! Aliás, fiquei muito aliviada, por aquilo ter acontecido!

A partir disso, nesses seis anos que está comigo no Rio de Janeiro, Poetrix nunca mais fez suas necessidades dentro do apartamento, a não ser por duas ou três vezes que esteve doentinho. E como ficava nervoso quando isso ocorria! Cutucava-me o tempo todo, até que o seguisse ao local da "sujeira". Então, deitava-se no chão, a olhar-me, enquanto limpava tudo. Parecia pedir-me desculpas, envergonhado. É perfeito, meu cãozinho! Está sempre atrás de mim, pelo apartamento. Tem um "personal" que o leva a passeio quatro vezes por dia e, pela madrugada, como sou notívaga, descemos juntos, ainda que rapidamente.

Somente realizo viagens longas, para onde posso levar Poetrix junto e, por tal motivo, às vezes sou criticada. Mas, não me incomodo mais com isso. Optei por respeitá-lo muito, sempre! E assim será, enquanto meu cãozinho viver. Sei que meu sofrimento será inevitável quando Poetrix se for, mas, mesmo assim, torço para viver mais, pois desejo cuidá-lo até os seus últimos instantes. Se me for antes dele, espero que ao menos um dos meus filhos o cuide, da forma como merece.

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

Rio de Janeiro, 25 de julho de 2016 - 1h13

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Nesses anos todos (8 aninhos), quando o frio apertava, vestia-o com camisetas dos meus filhos, que já não eram mais usadas, ou então comprava algumas, cheias de estilo. Depois de vesti-lo, cobria-o com edredon, na sua caminha. Poetrix ficava quietinho, mas quando eu me deitava, saía imediatamente da cama quentinha e se esticava no chão, todo feliz! E, a mamãe aqui, entrava em desespero, por medo de que ficasse doente!!! kkkkkkkk


Publicado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 25/07/2016 às 01h13
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21/07/2016 18h07
21-07-2016 - Almoço vegetariano, na companhia de Poetrix

Almoço solitário, ou melhor, acompanhada por Poetrix... rsrsrsrs... Arroz com ervas finas acrescido de quadradinhos de tomate e salpicado com ervilhas; panaché de legumes (repolho, vagem, couve-flor, brócolis, cenoura, pimentão, cebola e muita pimenta) - tudo acompanhado por deliciosa mandioca cozida e dourada ao azeite extravirgem suave. Realmente, a carne dos nossos amiguinhos indefesos é totalmente dispensável. Por não me alimentar mais com nenhum tipo de carne animal, sinto-me um ser humano melhor, graças ao amor que desenvolvi por meu querido Poetrix (a foto não é de hoje). Obrigada, meninão!

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

Rio de Janeiro, 21 de julho de 2016 - 18h07


Publicado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 21/07/2016 às 18h07
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20/07/2016 18h08
03-11-1983 - O Budismo de Nitiren Daisnhonin na minha vida

22 de outubro de 1983 - pelas letras benevolentes de Dna. Madalena Landi, conheci o Budismo de Nitiren Daishonin. Essa lembrança é para sempre. Às vésperas do nascimento de Gabriel Mota Felinto, estava com Arnóbio pai e Arnóbio Felinto no Restaurante La Gôndola (em Copacabana) e Dna. Madalena foi encontrar-se comigo. Detalhe: não nos conhecíamos pessoalmente. Disse-me à época: "Aqui está a chave para a sua felicidade. Você só não a usa se não quiser." Saudades...

 

 

A Flor de Lótus é o símbolo do Budismo. Em japonês diz-se RENGUE.

A mensagem budista é de que independente das circunstâncias vividas, por mais duras sejam estas, podemos revelar o Estado de Buda inerente em nossas vidas. Alcançar o Estado de Buda é manifestar força e sabedoria para tornarmo-nos seres humanos mais benevolentes e ricos de boa sorte. Para tal, os budistas recitam/oram diariamente o Daimoku - mantra NAM-MYOHO-RENGUE-KYO, que, numa visão geral significa: Eu me devoto à Lei Mística de Causa e Efeito, através do ritmo universal.

MYOHO-RENGUE-KYO é o título do Sutra de Lótus exposto pelo Buda Sakyamuni (fundador do Budismo) e o NAM foi acrescentado pelo Buda Original Nitiren Daishonin (Buda da nossa Era).

NAM = devoção (não é adoração).

MYOHO = Lei Mística. Místico significa difícil de discernir. HO corresponde a todos os fenômenos que podem ser percebidos pelos nossos sentidos, enquanto MYO relaciona-se aos aspectos da vida que não podem ser percebidos.

RENGUE = Flor de Lótus = nasce ao mesmo tempo em que brota sua semente, fato que ocorre em raríssimas espécies do reino vegetal. Simboliza a simultaneidade da Lei de Causa e Efeito. A Flor de Lótus nasce no pântano e, quanto mais imundo esse pântano, mais branca e pura ela floresce.

KYO denota as vozes e sons de todos os seres vivos. O som nunca se interrompe, expandindo-se pelo Universo.

É uma filosofia de vida muito bonita e pura.

Como demonstrei acima, recebi o NAM-MYOHO-RENGUE-KYO, pelas mãos de Dna. Madalena Landi, uma senhora com plena convicção de que através do budismo, nenhuma oração permanece sem resposta.

Pois bem, no dia 3 de novembro de 1983, acabara de trazer ao mundo meu segundo filho Gabriel Mota Felinto e, ainda na maternidade da Beneficência Portuguesa, Catete, no Rio de Janeiro, sua vida corria perigo. Disse-me um dos médicos (friamente e sem nenhum cuidado com os meus sentimentos):

- A senhora deve ter fumado muito durante a gravidez, para que isso acontecesse...

- Mas, doutor, eu nunca fumei na minha vida!

- Então, a senhora deve ter ingerido bebidas alcoólicas...

- Também não bebo, doutor... tenho horror a bebidas alcoólicas!...

- Bem... se o seu filho não vier para o quarto, até o amanhecer, prepara teu coração para o pior.

Entrei em desespero!

O amigo Henrique Landi, filho de Dna. Madalena Landi, que então era namorado da minha cunhada Graça Felinto (hoje são casados, com dois filhos e muito felizes), estava presente naquele momento e revelou-nos, após a saída do médico, sua revolta com aquela interferência desumana: - Mas, como não sou o pai, fiquei calado...

Chorei muito.

Minhas visitas foram embora.

Dna. Madalena Landi, que nem me conhecia direito, ao saber do problema, através do filho, telefonou-me imediatamente e me convenceu a recitar o mantra, sob a determinação de que meu filhinho viveria para contribuir para o estabelecimento da Paz Mundial. Tão forte foi sua palavra, que, mal desliguei o telefone, iniciei a recitação, pela noite adentro.

Às cinco horas da manhã, meu filhinho veio para os meus braços, tão belo! Nessa noite, comprovei a força do NAM-MYOHO-RENGUE-KYO na minha vida. No ano seguinte, em maio de 1984, converti-me ao budismo de Nitiren Daishonin.

O dia seguinte ao nascimento, nos meus braços, rodeados pelo irmãozinho Arnóbio Felinto e pela família paterna: minha sogra Dna. Amália Felinto e minhas cunhadas Wilma Felinto e Lúcia Felinto.

 

 

Meu oratório...

 

 


Publicado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 20/07/2016 às 18h08
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19/07/2016 03h38
31-03-1969 - Conservatório Musical Santa Cecília

31 de março de 1969 - Diploma do Conservatório Musical Santa Cecília, Lorena, São Paulo. Encontrei-o, por aqui... Saudades do meu querido professor Emilio Cortez da Silva!  Executei meu acordeon, acompanhada pelo seu violino, em alguns eventos realizados em Lorena. Fizemos sucesso com Glórias de Toureiro! Que professor apaixonado e apaixonante!

O Conservatório Santa Cecília foi vendido para uma ex-aluna e agora chama-se Conservatório Musical Maestro João Evangelista.

 

 


Publicado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 19/07/2016 às 03h38
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Imagem de cabeçalho: jenniferphoon/flickr