Meu Diário
25/07/2016 01h13
25-07-2016 - É preciso amar os irmãozinhos indefesos

Amar um animalzinho significa, entre outras coisas, cuidá-lo, acarinhá-lo, oferecer-lhe comidinha na hora certa, trocar sua água várias vezes por dia, para que esteja sempre fresquinha; não deixá-lo exposto ao calor ou frio exagerado, nunca maltratá-lo fisicamente, nem psicologicamente... Não podemos passá-lo de mão em mão, sem dó nem piedade. Mudança de casa para apartamento, não justifica o abandono, porque ele se adaptará a qualquer lugar, desde que permaneça do nosso lado. Nossos animaizinhos necessitam de acompanhamento médico, quando ficam doentinhos, porque também sentem dores, que podem ser intensas. Não merecem sofrer, nem serem abandonados à própria sorte, quando velhinhos, sem a beleza e a energia dos primeiros anos. Por tais motivos, é necessário refletir bastante antes de adotá-los, porque será necessário agir com AMOR e RESPONSABILIDADE, enquanto viverem!!!

Quando adotei Poetrix, permanecemos em Cabo Frio, numa grande casa, com um quintal de 600m2, no qual ele se esbaldava pela grama, sozinho ou com seus amiguinhos. Mas, depois de dois anos, foi-me necessário voltar para meu apartamento no Rio de Janeiro. Nem por UM MILÉSIMO DE SEGUNDO, pensei em deixá-lo por lá. Viemos juntos.

Na primeira semana, estranhou bastante, porque estava acostumado com grama verdinha, todo dia. Não conseguia fazer suas necessidades fisiológicas, nem em casa e nem na rua. Descia com ele... e nada! Ficou por mais de 24 horas, sem ao menos urinar. Entrei em pânico, pois sabia que aquilo era um sofrimento para ele! Então, quando não conseguiu mais segurar, fez tudo dentro de casa. Não permiti que ninguém o recriminasse! Aliás, fiquei muito aliviada, por aquilo ter acontecido!

A partir disso, nesses seis anos que está comigo no Rio de Janeiro, Poetrix nunca mais fez suas necessidades dentro do apartamento, a não ser por duas ou três vezes que esteve doentinho. E como ficava nervoso quando isso ocorria! Cutucava-me o tempo todo, até que o seguisse ao local da "sujeira". Então, deitava-se no chão, a olhar-me, enquanto limpava tudo. Parecia pedir-me desculpas, envergonhado. É perfeito, meu cãozinho! Está sempre atrás de mim, pelo apartamento. Tem um "personal" que o leva a passeio quatro vezes por dia e, pela madrugada, como sou notívaga, descemos juntos, ainda que rapidamente.

Somente realizo viagens longas, para onde posso levar Poetrix junto e, por tal motivo, às vezes sou criticada. Mas, não me incomodo mais com isso. Optei por respeitá-lo muito, sempre! E assim será, enquanto meu cãozinho viver. Sei que meu sofrimento será inevitável quando Poetrix se for, mas, mesmo assim, torço para viver mais, pois desejo cuidá-lo até os seus últimos instantes. Se me for antes dele, espero que ao menos um dos meus filhos o cuide, da forma como merece.

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

Rio de Janeiro, 25 de julho de 2016 - 1h13

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Nesses anos todos (8 aninhos), quando o frio apertava, vestia-o com camisetas dos meus filhos, que já não eram mais usadas, ou então comprava algumas, cheias de estilo. Depois de vesti-lo, cobria-o com edredon, na sua caminha. Poetrix ficava quietinho, mas quando eu me deitava, saía imediatamente da cama quentinha e se esticava no chão, todo feliz! E, a mamãe aqui, entrava em desespero, por medo de que ficasse doente!!! kkkkkkkk


Publicado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 25/07/2016 às 01h13
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