Versão aforística:
A poesia ilumina a memória para que o tempo não transforme a experiência em pedra.
Versão poética:
A poesia acende uma luz nas ruínas da memória e resgata do tempo aquilo que o tempo tenta sepultar. Contra o silêncio que petrifica, devolve movimento às lembranças, para que o passado não se transforme em pedra esquecida.
Versão erudita:
A poesia opõe-se à inércia do silêncio ao iluminar as memórias e arrancar ao tempo aquilo que ele, impiedoso, se empenha em dissipar. Desse modo, impede que o passado e as experiências se convertam em pedras mudas, imóveis e esquecidas.
Rio de Janeiro.