“Quando vires um homem bom, imita-o; quando vires um homem mau, examina o teu coração.”
A máxima atribuída a Confúcio encerra uma concepção profunda do aperfeiçoamento moral. Diante da virtude, o homem encontra um paradigma: admirar não basta; é necessário reconhecer no outro uma possibilidade de si.
Diante do vício, a exigência é ainda maior. Julgar é fácil; refletir requer consciência. O erro alheio pode converter-se em espelho, não para justificar a condenação, mas para suscitar o exame da própria conduta.
Assim, tanto a virtude quanto o desvio alheios podem instruir. Um revela o caminho a seguir; o outro, aquele que devemos evitar.
A sabedoria consiste em não desperdiçar nenhum encontro com o outro sem antes perguntar o que ele revela sobre nós.
Rio de Janeiro. Texto sem data.