Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Meu Eu-poético sente saudades de algo eterno, do qual não se consegue lembrar... (Sílvia Mota)
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Textos

A voz das Zênites

 

A luz é nômade.

Atinge a pedra, a flor, a água

— e nada permanece igual.

 

Uma semente conhece a terra,

a flor conhece o vento,

a queda conhece o chão.

 

Move-se o invisível

— sem pressa.

Não é sentença. É espelho.

Nenhuma voz pronuncia seu nome.

 

Ainda assim, algo responde

quando a causa encontra o efeito,

quando o gesto retorna ao mundo,

quando o silêncio é consequência.

 

As zênites não falam

— revelam.

 

Quanto mais alto o céu,

mais profundo o silêncio.

 

O ápice de cada gesto

é a colheita do próprio agir.

 

Rio de Janeiro, 14 de setembro de 2026 — 00h10

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 14/09/2026
Alterado em 14/09/2026
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