Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Meu Eu-poético sente saudades de algo eterno, do qual não se consegue lembrar... (Sílvia Mota)
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Textos

O homem que dança

Não há fragilidade no corpo

que se entrega ao ar.

Há força na ponta dos pés,

silêncio nos músculos,

precisão no gesto

e uma espécie de coragem

que não pede licença.

Enquanto o mundo

ainda mede homens

pelo peso dos passos,

o corpo cala o pensamento

e flutua no chão.

Na barra indulgente,

não se apoia — equilibra-se.

E quando ergue os braços,

não procura o céu —

torna-se movimento.

Não há fragilidade no corpo

que se entrega ao ar.

Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2026 — 16h32

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 30/08/2026
Alterado em 30/08/2026
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