Não há fragilidade no corpo
que se entrega ao ar.
Há força na ponta dos pés,
silêncio nos músculos,
precisão no gesto
e uma espécie de coragem
que não pede licença.
Enquanto o mundo
ainda mede homens
pelo peso dos passos,
o corpo cala o pensamento
e flutua no chão.
Na barra indulgente,
não se apoia — equilibra-se.
E quando ergue os braços,
não procura o céu —
torna-se movimento.
Não há fragilidade no corpo
que se entrega ao ar.
Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2026 — 16h32