Meu futuro provoca-me o tempo todo,
como um amante apaixonado.
E, apaixonada que sou,
retribuo-lhe todos os pecados
em forma de Esperança!
Na cadência do que serei,
permito-me ser flor
ou, simplesmente, perfume
a evaporar no ar...
Não aceito a morte dos sonhos!
Sem tal virtude,
onde a Poeta?
Sem a Poeta,
onde “Eu”?
Sem “Eu”,
onde o Futuro?
Sem o Futuro,
onde a Vida?
E, sem a Vida...
onde a Morte?
E, não havendo Sonhos,
como receber a Morte
sem temê-la?
Rio de Janeiro, 9 de janeiro de 2010 — 16h