O ser humano vive, com frequência, dividido entre corpo e espírito. A dança suspende essa cisão. O corpo deixa de ser apenas matéria e torna-se linguagem. Nesse instante, o invisível já não precisa permanecer oculto: encontra presença, ritmo e forma. Abandona o exílio e instaura uma reconciliação entre o visível e o invisível, entre a carne e o mistério.
Rio de Janeiro, 6 de julho de 2026 — 11h25