Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Meu Eu-poético sente saudades de algo eterno, do qual não se consegue lembrar... (Sílvia Mota)
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Textos

A fênix de cinza e gelo

 

​No reino sem grandeza há ventos em negrura

e névoa triste e espessa envolve a criatura

que jaz adormecida. Esquece a própria sina

de ser calor e luz que a vida lhe destina.

 

O tempo segue grave e a capa da amargura

cintila em cinza e gelo e nada lhe assegura

o adejo fulgurante. Um véu de cor menina

é quase império e voz sem calma cristalina.

 

Na fênix há destino — a trama se arrebenta 

no íntimo abrasivo e acorda a fonte incerta.

Há choro sem sofrer. Raiz sem dor sangrenta.

 

As asas batem forte — o  vôo é soberano

e rasga o céu do amor que aos poucos se liberta.

O belo então reluz. Há gosto do profano.

 

Rio de Janeiro, 4 de junho de 2026 — 17h22

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 04/06/2026
Alterado em 04/06/2026
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