Em noite de silêncio o coração suspira
e busco a rima rara em ritual perfeito;
no templo do passado a imagem viva inspira,
acalma o tom aflito e cura o mal do peito.
A força que liberta o som de cada lira,
transforma o velho mundo e aplaude o novo eleito;
na página do ser que a vida enfim delira,
o verso alexandrino encontra o próprio leito.
Escrevo para o tempo, em busca de uma chama,
que chispe a solidão e vença qualquer bruma,
pois sei que a poesia é a voz de quem mais ama.
A flor da inteligência o espírito perfuma,
a musa no Parnaso a inspiração proclama,
e os louros da vitória em mim a paz empluma.
Rio de Janeiro 1⁰ de junho de 2026 — 3h05