Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Meu Eu-poético sente saudades de algo eterno, do qual não se consegue lembrar... (Sílvia Mota)
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Textos

Eco

 

Há um som sem corpo

que permanece no ar.

Não chega — insiste.

 

Entre céu e inferno,

uma falha de silêncio

suspende o mundo.

 

O amor rasteja,

muda de forma

e perde contorno

ao tocar o tempo.

 

Certos sons devolvem

o que não existe:

matéria sem origem,

irreconhecível, sem norte.

 

Há um retorno quebrado,

sem nome possível,

nem lembrança,

nem presença.

 

Recusa desaparecer,

recusa ser memória,

não pertence ao passado —

é interferência.

 

Um eco sem fim

que ignora o fim.

 

Rio de Janeiro, 1º de maio de 2026 — 21h

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 01/05/2026
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