Na minha infância, tinha cinco, seis anos de idade e já costurava bonecas de pano. Eram minhas companheiras, quase crianças reais na minha vida, com suas histórias, suas roupas, suas vozes inventadas. Cuidava delas com uma seriedade de menina que ainda não sabia explicar.
O tempo passou, e a vida trouxe você. Com o seu nascimento, nasceu também a maternidade em mim. Crescemos juntos.
Aos três aninhos, você se sentava ao meu lado diante do nosso oratório budista, para desafiarmos juntos as dificuldades da vida. A cada recitação do mantra sagrado, você incentivava meu sorriso, meu passo adiante, a coragem para galgar as gigantescas montanhas que surgiam à nossa frente.
Lembra-se do dia em que recebi meu primeiro prêmio nas artes plásticas? Ao ouvir meu nome, você subiu ao palco e, tão pequenino, me entregou diploma e troféu. Quanto orgulho havia naquele sábio olhar!
Hoje percebo: nosso amor sempre foi capaz de mover montanhas.
Neste 28 de março, celebro sua vida com gratidão.
Um sonho antigo de menina ganhou forma no mundo — e, com você, nasceu em mim o nome mais precioso: Mãe.
Feliz aniversário, meu filho!
Saúde, amor e paz. Muitos momentos felizes pela vida afora.
Com amor e carinho,
Mamãe.
Rio de Janeiro, 28 de março de 2026 — 16h30