Não foi ordem.
Foi silêncio imposto à força.
Não foi proteção.
Foi o aço frio da censura.
Livros arderam.
Canções calaram.
Corpos tombaram sem voz.
A noite caiu sobre o Brasil,
com botas que esmagavam esperanças,
com algemas que prendiam a palavra,
com o grito sufocado nos porões.
Ditadura:
cicatriz aberta na carne da História,
ferida que nos lembra:
— Democracia não se implora.
— Democracia se defende.
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2025 - 8h10