Nos momentos dolorosos da partida, quando a ausência pesa e o mundo parece perder o eixo, olhe para o céu e sinta a vastidão do Universo. Não apenas o espaço pontilhado de estrelas e galáxias, mas algo mais sutil, quase invisível: um lugar onde memórias, dores e alegrias, lágrimas e sorrisos flutuam como pequenas luzes que insistem — e continuarão a insistir — na permanência.
Nessa amplitude convivem a vulnerabilidade humana e uma leveza rara, quase inapreensível, que atravessa o tempo: o Amor, que não cessa, e a Saudade, que persiste.
Quando a existência finda, o seu rastro subsiste no infinito silencioso; diante da perda, resta-nos um abrigo maior — a Fé.
Que a presença lembrada, feita de afeto e dignidade, siga como luz serena nos dias difíceis que agora se impõem.
Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 2025 - 1h55