Na toga —
culta, lúcida e brilhante,
há séculos de batalhas
que se abrigam
no silêncio da verdade.
Na palavra —
o peso da lei
que não se curva
nem ao tempo,
nem ao poder.
Entre ecos vacilantes —
ergue-se sua voz clara,
firme e inexorável,
farol que atravessa sombras,
sentinela da República.
Não é grito finito —
é verbo preciso e cirúrgico,
da coragem mulher
que garante para o infinito
o palco solene da História.
Cármen Lúcia —
nome que soa imbatível,
como clarim de consciência,
dignidade que desafia séculos,
poema vivo da República.
Cármen Lúcia —
luz que acende memórias,
chama que inspira gerações,
eco perene da justiça
que não se rende ao presente..
Na firmeza da razão,
na elegância da verdade,
eleva-se intacta e imortal,
a exemplo da própria História
que honra e protege.
Cada palavra — ponte.
Cada gesto — legado.
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 11 de setembro de 2025 - 17h51