Do instante surge a chama ardente que se entrega,
na brisa corre o sopro e invade um horizonte;
a vida mostra o vulto em flor que cedo nega
e o tempo edita leis que ferem seu desmonte.
Da taça brota o gosto e o doce que se esquece,
no canto vibra a voz em ritmar sereno;
na dança breve o passo intenso se enobrece
e a sombra solta um véu que oculta o mundo pleno.
Da aurora vem o ardor em cores que cintilam —
na chama vive o ser em ânsias que destilam
e o gozo faz do instante o altar da eternidade.
Que seja o Carpe Diem a força que redime —
na luz do agora é forte a essência que sublima
e o pulso eterno brilha em forma de verdade.
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2025 - 14h14
Carpe Diem = Colhe o dia / Aproveita o presente