Quando toco
os limites do céu
e os limites da sombra,
descubro a força que habita
em meu ser profundo,
acolho a luz que me atravessa,
escuto o silêncio que me forja.
Entre medo e luz,
ergue-se a coragem em mim
— uma coragem sem medo —
ergue-se a alma que desperta
— uma alma que expande —
e trilho mundos invisíveis
com meus passos certos
no solar incerto.
O impossível se curva
sob meus passos de fogo,
não é muralha que me prende,
não é prisão que me limita,
mas ponte de estrelas que se inclina,
chama e clama e reclama sem fim,
ponte que me eleva o espírito,
às chamas chamuscantes do infinito.
Quando toco
os limites do céu
e os limites da sombra,
desvendo a força que me atravessa,
enxergo a luz que me habita
e compreendo esse silêncio
que me faz inteiro.
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2025 - 20h45