Não, Dilma Rousseff nunca assaltou bancos.
Aos 22 anos, foi assaltada pela ditadura: roubaram-lhe o tempo, roubaram-lhe a juventude, roubaram-lhe a carne queimada em choques, roubaram-lhe o corpo suspenso no pau de arara.
O que chamam de crime é, na verdade, coragem. O que chamam de assalto é apenas a máscara da mentira, repetida à exaustão pelos algozes de ontem e pelos seus discípulos de hoje.
Sim, houve expropriações — cofres abertos à bala para financiar a esperança, como a Resistência Francesa, como as guerrilhas da América Latina. Mas Dilma não esteve lá. Estava em outro front: articulando, organizando, sustentando a chama da luta. Não há testemunho, não há prova, não há documento que a coloque diante de notas manchadas.
Seu destino foi outro: o de prisioneira política, o de vítima de tortura, o de mulher que enfrentou verdugos e sobreviveu para contar a História.
Chamá-la de assaltante é repetir o estalo dos fios, é renovar o soco na face, é prolongar a sessão de suplício. É torturá-la de novo — com a palavra ao invés da baioneta.
Mas a palavra também liberta.
E é com a palavra que se escreve este manifesto:
A mentira serve à opressão.
A verdade honra a resistência.
Dilma não roubou bancos.
Quem roubou foi a ditadura — roubou vidas, roubou sonhos, roubou o direito de um povo respirar liberdade.
E contra esse roubo, Dilma lutou!
Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2025.