Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Meu Eu-poético sente saudades de algo eterno, do qual não se consegue lembrar... (Sílvia Mota)
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Textos

A flor da perdição - ao tom de Baudelaire 

Nem pedra, sárdio, jaspe, ou dotes de esmeraldas
são entretons da aurora, ao qual o céu se esfume.
É torpe e intimidante o olhar que em vão desfraldas
às pétalas do mal, sem cor e sem perfume.

Boêmio, flâneur, dandy, em máscaras respaldas
o inferno protetor do bardo em vil ciúme.
Há flor apavorada e o orvalho põe grinaldas
na fronte triste ao léu, que o vento faz queixume.

 

Amor ou desamor - trafegas lusco-fusco,
do tédio à insensatez... Luxúria e tez serpente
arrostam cada verso em tom alexandrino.

Poema, prosa ou conto - em tudo quanto busco,
há vozes abissais... Satã se faz presente
no canto assustador que vaga sem destino. 


Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2016 – 22h33

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 06/11/2016
Alterado em 13/08/2024
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