Textos



Acróstico 121

C-Cerejeira... cerejeira em flor...
E-Efêmero frescor ao
R-Rastro do inverno que se esvai.
E-Em buquê de pétalas sedosas,
J-Juras de amor da natureza em cor,
E-Elevam-se ao páramo distante -
I-Incandescentes promessas de virtude,
R-Renovação de rútilos anseios,
A-Anelos de ternura!

E-Encerra o inverno – brinda à primavera!
M-Manto de esperança em fúlgida beleza!
 
F-Floresce ao mantra da fé...
L-Lindos pensares em tópicos de luz,
O-Ondulam ao vento solitário e
R-Rimam Amor e Paz – são flores da Alma!
 
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 12 de julho de 2016 – 18h54
A flor de cerejeira significa a beleza feminina e simboliza o amor, a felicidade, a renovação e a esperança. É uma flor de origem asiática, conhecida como “Sakura”, a flor nacional do Japão, onde estão documentadas mais de 300 variedades de cerejeiras.
 
O início da floração das cerejeiras marca o fim do inverno e a chegada da primavera. O evento natural é aguardado com ansiedade pelos japoneses, que organizam em todo o país diversas festividades em torno do “Hanami” (ato de contemplação das cerejeiras em flor, que deixam a paisagem deslumbrante).
 
A flor de cerejeira alude à fugacidade da vida, por isso é preciso apreciá-la e aproveitar cada momento ao máximo, lembrando que assim como a flor da cerejeira é levada pelo vento em pouco tempo, a nossa vida também pode terminar abruptamente. Esta forma de viver é dos samurais.
As lendas

A lenda da princesa
Uma lenda conta que a palavra "Sakura" surgiu com a princesa Konohana Sakuya Hime, que caiu do céu perto do Monte Fuji, tendo se transformado nessa bonita flor.

A lenda do cultivo de arroz
Existe a crença de que a palavr "Sakura" se origine do cultivo de arroz, levando-se em consideração que "Kura" era o depósito onde esse alimento (visto por muitos japoneses como uma oferta divina) era guardado.

A lenda do velho Samurai
Conta-se que há muitos anos, em Iyo, vivia um samurai muito velho; tão velho que nem tinha família e nem amigos vivos. O único ser a quem dedicava o seu amor era uma velha cerejeira que os seus antepassados plantaram e à sombra da qual o velho samurai brincara quando criança. A mesma árvore em cujos ramos os membros da sua família penduraram, durante gerações e gerações, pequenos pedaços de papel onde escreviam belos poemas de louvor à velha árvore. Mas um dia (que tristeza!), a velha cerejeira começou a definhar e depois morreu. Os vizinhos do samurai plantaram nova cerejeira, mas para o velho samurai a morte da árvore era um sinal de que a sua vida também chegava ao fim. Então, dirigiu-se à cerejeira cujo tronco ainda se erguia altaneiro no meio do jardim familiar e expôs um último desejo: a cerejeira deveria florir pela última vez. E o velho samurai prometeu que sendo realizado o seu desejo, esse seria o momento para ele próprio morrer também. A velha cerejeira voltou a florir, embora fosse Inverno, e ali mesmo sob os seus ramos o velho samurai cometeu harakiri. O sangue ensopou o chão e chegou às raízes da velha cerejeira, e ela floriu uma vez mais. Continua a lenda, que desde esse dia a velha cerejeira desabrocha em flor todos os anos, pelo aniversário da morte do samurai. Dizem que é no sexto dia do primeiro mês do ano, bem mesmo no coração do Inverno.
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 12/07/2016
Alterado em 12/07/2016
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