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A pérola do colar que enfeita meu pescoço

Divina e bela flor – comentas introverso –
mas louca, assaz ousada em páramo infinito,
um bel jardim campeio às orlas do Universo,
qual do Ocidente a rúbia insensatez é rito!

o sabes nada em mim – não vês nenhum reverso –
e às chamas desse amor és fantasia, és mito,
alisas meu cabelo a cada verso inverso,
sou fama em ti nascida e o mundo é tão bonito!

Se queres casta flor – flamejo ardente dama,
pois meu frescor de rosa assume sem cautela,
secreto encanto audaz - e quero ser perfeita!

Um beijo quente aspiro - o meu pescoço inflama,
suplica a língua em lança e, delicada e bela,
almejo ser-te pura - a pérola que o enfeita!
Cabo Frio, 9 de outubro de 2009 – 1h11
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 12/02/2010
Alterado em 05/05/2019
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