Textos


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A flor da perdição - ao tom de Baudelaire 
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Nem pedra, sárdio, jaspe, ou dotes de esmeraldas

são entretons da aurora, ao qual o céu se esfume.
É torpe e intimidante o olhar que em vão desfraldas
às pétalas do mal, sem cor e sem perfume.
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Boêmio, flâneur, dandy, em máscaras respaldas
o inferno protetor do bardo em vil ciúme.
Há flor apavorada e o orvalho põe grinaldas
na fronte triste ao léu, que o vento faz queixume.
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Amor ou desamor - trafegas lusco-fusco,
do tédio à insensatez... Luxúria e tez serpente
arrostam cada verso em tom alexandrino.
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Poema, prosa ou conto - em tudo quanto busco,
há vozes abissais... Satã se faz presente
no canto assustador que vaga sem destino. 2113913b2sutl8s83.gif

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2016 – 22h33
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 06/11/2016
Alterado em 06/11/2016

Música: Because I Love - Ernesto Cortazar

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