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Intersexual, Homossexual e Transexual

A palavra hermafrodita origina-se na mitologia grega, a partir da história de que dois deuses, Hermes e Afrodite uniram-se e formaram os dois sexos. Assim, quando as pessoas nascem com ambiguidade, não sendo possível determinar se é do sexo masculino ou feminino, o leigo lança mão do termo, que não mais é utilizado no meio científico.

Pelo fato de ser intersexual - o ser humano não "carrega" tanto preconceito, porque aos olhos da sociedade a situação "não foi por escolha dele", mas por determinação do destino. Isso o "libera", em parte, da culpa. Os homossexuais e os transexuais, pelo contrário, "carregam" o peso da "escolha" e por toda a vida são vistos, muitas vezes, como pessoas desavergonhadas e imorais. A intervenção cirúrgica no indivíduo intersexual não alimenta, também, a discussão quanto à inviolabilidade do próprio corpo, porque, a cirurgia considerada corretiva, fixa o sexo real da pessoa. Sendo assim, o tratamento é socialmente "tolerado" porque colabora com a Natureza no estabelecimento do sexo biológico.

No ano passado, Roberta Close, até então o transexual mais famoso do Brasil, revelou ao Programa do Gugu, que nasceu com genes masculinos e é considerada pseudo-hermafrodita feminina. Portanto, Roberta não é transexual e nem travesti. Seus órgãos são masculinos e a mente feminina, característica essencial à identificação dos transexuais e dos intersexuais. A diferença encontra-se somente nos corpos com os quais se nasce. Na transexualidade, a pessoa nasce ou com um corpo reconhecido como feminino ou com um corpo reconhecido como masculino e, portanto, não existem dúvidas quanto ao sexo biológico. A questão é mental - como se sentem em relação ao seu gênero. Na Intersexualidade, por sua vez, a pessoa nasce com aspectos do corpo não esperados para seu sexo biológico - homem ou mulher. Nesses casos, é comum a família ou o médico não saberem se a criança é menino ou menina. Muitas vezes, a situação somente é detectada na adolescência, quando as meninas descobrem que não possuem útero ou ovário, mas testículos ou estruturas semelhantes ocultos no abdômen, casos esses que caracterizam a intersexualidade.

Os métodos para a revelação da transexualidade e da intersexualidade são de exames físicos e laboratoriais, sendo possível chegar a uma conclusão em termos médicos. Na década de 80, Roberta Close, então reconhecida como transexual, submeteu-se à cirurgia para mudança de sexo e somente em 2005, após intensa batalha judicial, conseguiu a redesignação do sexo civil. Tornou-se símbolo sexual no Brasil e no mundo, por vezes considerada "a mulher mais bonita do Brasil". Sua vida marcou a luta contra o preconceito: “Apanhei na rua às vezes. As pessoas não lidavam muito bem com isso. Me traz sofrimento pensar porque tão jovem eu fui obrigada a passar por tantos obstáculos."

Os temas oferecem margem a inúmeros estudos, que jamais se esgotariam num espaço exíguo como o que contém esse simples comentário. De qualquer forma - intersexual, homossexual ou transexual - o que se discute é o direito do indivíduo ser respeitado em sua essência humana - única e inconfundível.
 
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Enviado por Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz em 18/06/2016
Alterado em 16/09/2016
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